A melhor franquia de ficção científica que você provavelmente está ignorando

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Você para de sonhar com filmes que nunca existiram. Duna de Alejandro Jodorowsky? Perdido. Nas Montanhas da Loucura de Guillermo del Toro? Enterrado. Davids Lynch ou Cronenberg dirigindo O Retorno de Jedi? Deixe descansar. É muito doloroso pensar nos fantasmas do cinema.

Eu também havia desistido desse fantasma em particular.

É a saga de ficção científica mais subestimada do século XXI. Quatro filmes. Amor crítico. Respeito de bilheteria. E ainda assim… zero Oscar. A cultura pop mal pisca. Seguimos em frente. Nós esquecemos. Então, no início deste mês.

Notícias caíram.

Um quinto filme. Isso está acontecendo.

Estamos falando sobre o ciclo de reinicialização do Planeta dos Macacos.

Todo mundo conhece o original de 1968. Charlton Heston acorda em uma rocha estranha governada por primatas tagarelas. Baseado no romance de Pierre Boulle, claro. Mas a reviravolta – a própria Terra, despojada da glória humana – ainda atinge com força. Permanece atemporal. As sequências originais foram confusas. O imprudente remake de 2001? Esqueça isso. Então, por que continuamos voltando aos macacos?

Porque o primeiro novo filme acertou no ponto de partida.

Ascensão do Planeta dos Aps não é sobre guerra. Trata-se de despertar. César. Andy Serkis interpreta-o através de captura de movimento tão real que você esquece que a maquiagem existe. Ele nasceu mais inteligente. Exposto a uma cura experimental do Alzheimer no útero, sua mente se abriu enquanto outras foram fechadas. Ele observou os humanos tratarem os animais como lixo. Ele foi forçado a sair.

Ele fez o que qualquer líder razoável faria.

Ele os radicalizou.

Ignore a ciência instável por um momento. Rise proporcionou espetáculo sem sacrificar a substância. Uma combinação rara em Hollywood. A animação? Ainda aguenta. Daqui a décadas, as pessoas ainda observarão esse rosto.

Então vieram as consequências.

Amanhecer do Planeta do Macaco avança uma década. 2026. A humanidade está quebrada. Uma gripe símia – resultado do tratamento de nascença de César – dizimou a espécie. Os macacos construíram uma sociedade em Muir Woods, Califórnia.

Mas a paz é chata.

A sequência complica as coisas. Temos humanos de quem realmente gostamos. E um vilão macaco. Koba. Um bonobo com traumas mais profundos que o oceano. Toby Kebbell o interpreta como um traidor de Shakespeare. A política da guerra fria misturada com a tragédia grega. Ele trama. Ele mente. Ele empurra César para a ruína.

É lindo. E é assustador.

A trilogia terminou com War.

Chame isso de thriller de vingança. Não direi mais nada, mas a palavra “feroz” é necessária. Se precisar de mais evidências de sua qualidade, olhe nos olhos dos personagens. Você pode lê-los.

Reino do Planeta dos Macacos chegou em 2024. Trezentos anos se passaram. César é uma lenda. Agora seguimos Noa. Um novo chimpanzé. Owen Teague o traz à vida. Noa encontra os restos de humanidade deixados para trás. Ele encontra a tecnologia deles. Ele questiona o mito.

Então, para onde vamos a partir daqui?

Rumores dizem que o quinto filme sem título avança novamente na linha do tempo. Talvez até 3978. De volta ao local onde Heston pousou. De volta ao passado futuro.

Você já viu esses quatro?

Não confie apenas na minha palavra. Vá observá-los. Você deve isso ao chimpanzé que nos ensinou a humildade.


Nota lateral

Se os filmes não bastarem, experimente esta estranheza.

Dana Gould. Quadrinho stand-up. Ele interpreta o Dr. O orangotango dos filmes. Mas aqui, Zaius apresenta um talk show.

O YouTube faz isso funcionar de alguma forma. Próteses. Anedotas do showbiz. Humor azul. Não deveria fazer sentido. Não faz sentido. E ainda assim.

Por que parece certo?

Não pergunte. Apenas observe. 🍊